Qualidade do Curso


PARTICIPAÇÃO ESTUDANTIL:

A qualidade do curso está intimamente ligada à participação estudantil. É essencial que os estudantes, tanto em sala de aula, como nos conselhos deliberativos, protagonizem o debate sobre a qualidade de ensino, pois através das iniciativas e contribuições dos acadêmicos é que o CAXIF poderá atuar na defesa dos direitos e interesses do corpo estudantil.

Como formas de participação estudantil, propomos:

1) membro discente em bancas de concurso público para professor, com função fiscalizadora;
2) membro discente nas comissões de estágio probatório (que avaliam o professor em seus três primeiros anos de Universidade);
3) coleta das sugestões dos estudantes para orientar a compra de livros pelas bibliotecas.

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EMAJ - PROBLEMAS E PROPOSTAS


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REFORMA CURRICULAR


As paredes do CCJ já devem tê-los avisado de que estamos passando por um processo de reforma curricular em nosso curso. Ao contrário da atual gestão, que fechou os olhos para esta questão, atuaremos de forma responsável e pró-ativa:

1) Estendendo a discussão junto aos Representantes de Turma;

2) Atualizando os alunos sobre o andamento da reforma;

3) Como primeiro ato de gestão, indicaremos os acadêmicos representantes na Comissão responsável pelo acompanhamento da reforma;

4) Como este processo não se restringirá apenas à disposição das matérias no curso, convocaremos os estudantes para:

  • participar da construção das propostas quanto à flexibilização das optativas e regulamentação dos Trabalhos de Conclusão de Curso;
  • discutir a re-estruturação do EMAJ, inclusive no que toca à carga horária obrigatória da Prática Simulada.

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BOLSAS

A atual distribuição de bolsas no CCJ é uma demonstração da desorganização e falta de comprometimento com o caráter pedagógico desses benefícios. Além do desvio de finalidade na concessão das bolsas, contamos ainda com a falta de veiculação de informações apropriadas. É preciso atuar de forma fiscalizadora e informativa, objetivando uma diversificação dessas oportunidades que atuam de forma positiva para o cotidiano acadêmico como um todo.

Sem mais delongas, nossa chapa propõe:

1) fazer um levantamento de todas as bolsas disponíveis para o curso de direito;
2) fiscalizar a distribuição das bolsas para que não ocorram desvios de finalidade;
3) dar ampla divulgação e orientação sobre processos seletivos de programas que oferecem bolsas na Universidade, principalmente entre as primeiras fases. Tal divulgação valer-se-á do Mural e do Site. Este, diga-se de passagem, não parece dedicar-se muito ao assunto atualmente...

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PROJETO E-N-S-I-N-A-R-T-E: BOLSAS MONITORIA

A bolsa monitoria, como consta na resolução n. 19, do CEPE, de 22 de abril de 1993, “tem por finalidade despertar nos alunos interesse pela carreira docente, prestar auxílio a professores para o desenvolvimento e aperfeiçoamento das atividades técnico - didáticas, bem como contribuir para a manutenção de um relacionamento pedagógico produtivo entre alunos e professores”.

Tem por primeira função, pois, auxiliar nas disciplinas que ao longo do curso necessitam de uma atenção maior, uma dedicação extra dos alunos, seja pela complexidade da matéria ou pela metodologia de aulas dos professores.

Atualmente, qual o amparo que temos com relação a tais disciplinas? Nenhum! Pois bem, entram aqui nossas gloriosas bolsas monitoria.

Além do atendimento aos colegas e auxílio ao professor, o monitor deve aprofundar seus conhecimentos na disciplina em questão, através elaboração de monografias, revisão de textos e de resenhas bibliográficas, entre outras atividades correlatas.

Frisa-se, porém, que não cabe ao monitor substituir o professor em sala de aula, exercer atividades administrativas estranhas ao plano de atividades, ministrar aulas ou corrigir provas.

A questão atual no nosso curso não nos permite discursar sobre o problema da correção de provas pelos alunos ou da substituição em sala de aula, simplesmente porque as bolsas monitorias não se prestam ao seu papel designado! Não há monitores no CCJ. Nunca ninguém obteve auxílio para uma prova de Teoria do Direito ou Direito Constitucional II, e isso porque os alunos contemplados com as 13 bolsas deste tipo existentes encontram-se ou no Linjur (9 bolsas), ou no EMAJ (4 bolsas), exercendo funções de caráter totalmente contrário às pretensões do estágio em questão.

Sem mais delongas, o que cabe ao centro acadêmico é um papel de fiscalização ativa, que faça cumprir o Departamento as funções que lhe são atribuídas pela resolução n. 19, art. 10: propor a CES/PREG o número de vagas de monitoria, através do seu plano Semestral de Trabalho, considerando o número de disciplinas, o número de alunos e turmas por disciplina; distribuir o número de vagas entre as disciplinas; apreciar o Relatório das Atividades desenvolvidas pelo monitor; sugerir à CES/PREG alterações no Programa de Monitoria, sempre que indispensável para manutenção de sua qualidade.

É indispensável, para tal, uma consulta aos alunos e a elaboração de uma lista que indique as disciplinas com maior carência; lista que será enviada ao departamento contendo a indicação da necessidade das bolsas e sua melhor disposição. Esse acompanhamento deve ser mantido de forma periódica, porque as necessidades se alteram conforme as turmas e os novos professores ministrantes.

A melhoria da qualidade do ensino oferecida no curso com a correta locação das bolsas monitoria é evidente, pois teremos alunos se dedicando às disciplinas de seu interesse, teremos auxílio aos professores, teremos as dúvidas e necessidades de aprofundamento dos estudantes sanadas. E para isso é necessário um centro acadêmico comprometido politicamente, que, além de oferecer serviços, se interesse pela qualidade do curso e busque exercer amplamente o papel político que compete a esta instituição.

Mais informações:


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BIBLIOTECA:



A biblioteca precisa ser capaz de atender às demandas dos estudantes. Para tanto, deve ter não somente uma variedade de títulos, como também manter sua organização. Embora sejam premissas básicas, nenhuma delas é encontrada hoje em nossa Biblioteca Setorial.

Os estudantes, ao longo de sua vida estudantil, têm a necessidade de consultar uma variedade de obras que, normalmente, não estão disponíveis em nossa biblioteca. É importante, senão essencial, que se aumente o acervo disponível. O CAXIF, como órgão de representação estudantil, não pode se limitar a políticas de doações de livros para atingir tal objetivo. Embora essas sejam importantes, um órgão político como nosso Centro Acadêmico não pode se furtar a incluir permanentemente na pauta de preocupações da administração do Centro a necessidade de uma biblioteca capaz de servir como aporte a um projeto pedagógico amplo.

É preciso demandar pela aquisição de livros e que os estudantes voltem a encontrar um canal adequado para se manifestarem nesse processo, estabelecendo os livros a que desejam ter acesso prioritariamente. A retomada do listão, um levantamento bibliográfico realizado por cada turma, de acordo com as suas necessidades mais imediatas e coerentes com suas disciplinas, torna-se essencial.

Os livros adquiridos precisam ainda ser catalogados e colocados à disposição dos estudantes, e não dispostos a aumentar uma pilha de obras empoeiradas atrás do balcão. A atual desorganização da biblioteca setorial não pode perdurar. É necessário, portanto, ter um projeto de manutenção e organização dos volumes, fato somente garantido por meio da contratação de um novo funcionário.

O papel político do Centro Acadêmico mostra-se mais uma vez essencial, a fim de que seja cobrada permanentemente da administração uma política adequada com relação a essas carências mais do que evidentes e urgentes, além de acompanhar os processos de aquisição dos livros, para que prevaleça o interesse estudantil. A Universidade pública e gratuita não pode deixar de adquirir e oferecer os materiais necessários à manutenção de seu próprio sistema, bem como de mantê-los em ordem, nem a representação discente deve omitir-se em relação a este problema que afeta cotidianamente todos nós.

1) Garantir participação do CCJ na verba que a Reitoria destina à compra de livros;

2) Retomar o "listão", em que cada turma indicará os livros de necessidade mais premente;

3) Consultar os professores para que listem os livros mais importantes em suas disciplinas, criando um elo entre a aquisição dos livros e as disciplinas da graduação;

4) Estabelecer contato com o curso de Biblioteconomia no sentido de buscar soluções para o problema da organização dos livros da biblioteca setorial do CCJ.

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AVALIAÇÃO DO CURSO

Sabemos que a Avaliação do Curso é um elemento fundamental para, a partir da compreensão de nossa realidade, reunirmos condições para transformá-la.

No entanto, é preciso ter os pés no chão.

Noutras épocas em que o CAXIF realizou um processo de avaliação do curso, a opção por um método simplificador e reducionista acabou por gerar inúmeros conflitos com o corpo docente, o que não foi saudável para o curso, trazendo poucos resultados práticos.

Ademais, é preciso ter planejamento. Uma gestão de Centro Acadêmico tem apenas um ano para atuar (o que é prejudicado pelos períodos de férias, períodos eleitorais e, mais recentemente, overdose de impugnações). Justamente por isso, o início da gestão e o segundo semestre serão prioritariamente dedicados às demais propostas desta Coordenação, notadamente à Reforma Curricular e demais questões a ela relacionadas.

Não obstante, já está mais do que na hora de se começar a construir um modelo de avaliação para o nosso curso. Pretendemos trabalhar essa questão, sem mais delongas, da seguinte forma:

1) Convocar os estudantes interessados em elaborar um projeto de avaliação para o Curso de Direito da UFSC, dialogando com demais cursos que tenham passado por processos de avaliação;

2) Retomar o contato com a Aliança dos Centros Acadêmicos pela Avaliação, grupo de CA's da UFSC que busca construir um calendário unificado de avaliações na Universidade.